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Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Guerra gastronómica...ou então um progenitor que o máximo que faz na cozinha é ir buscar o saca rolhas...

08.07.19publicado por Gato Pardo

Admito que é uma sensação estranha voltar a escrever aqui. É como voltar a uma casa que é nossa mas que deixámos ao abandono sem uma razão válida aos olhos dos leitores.

Bem, o que me leva a escrever aqui hoje é simplesmente uma das coisas que me é mais importante. Não, não é sexo. Hã, não...também não é freiras nuas mas podia ser. É gastronomia (e alcoolémia, por arrasto...)

Por estes dias, é-me cada vez mais complicado passar tempo de qualidade com a família (ora porque o meu progenitor anda numa de Chuck Norris e passa a vida ora no ginásio, ora no campo de tiro ou porque a minha irmã quando penso que está em casa descubro que está em Miami e quando lhe ligo para saber pormenores já ela está em Pequim...). Portanto, quando tivemos oportunidade de nos juntarmos à mesma mesa, bem dito bem feito. Apenas com um pequeno senão.

Eu ainda sou daqueles gajos que fui criado com a permissa de que um dos actos supremos de amor (não é sexo, ainda estamos a falar de comida...literalmente) é cozinhar para os amigos ou para a família. A m*rda toda é que neste momento vivemos no mundo take away. Pelo andar da carruagem, um dia destes já ninguém sabe estrelar uma porra de um ovo, porque os compra já estrelados... Certo, eu sei... É mais conveniente, poupa-se uma série de tempo, blá blá blá...

Portanto, eis o ponto da situação...O meu progenitor não acredita que eu cozinhe uma décima do que afirmo. Eu afirmo que SEI que ele não cozinha uma porra do que quer que seja (comprar comida fora não conta como COZINHAR) porque ele gostar de comer bem não significa saber cozinhá-las (também posso ir ao restaurante de um chef Michelin, gastar umas centenas de euros por meia dúzia de pratos de Instagram e depois afirmar que sou um mestre de comida paneleira gourmet). Decidimo-nos por umas tréguas acompanhadas de queijo da Ilha, presunto e um tinto de 2011 (nisso admito que o gajo percebe alguma coisa. Tinha de ir buscar o bom gosto pelos vinhos a algum lado, não podia ser só a m*rda do mau feitio...).

Eis a pergunta para queijinho (se este blog ainda tiver leitores)...

A que geração pertencem vocês? A geração franguinho no espeto e já agora um pacotinho de batatinhas e um caixinha de arrozinho branco? Ou a geração que cada refeição para os amigos e familiares parece que vão mandar um regimento para a semana de campo mas a vossa cozinha parece um campo de batalha de paintball?